terça-feira, 6 de maio de 2008

Em 19 de Maio falamos da Hepatite

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O que é uma Hepatite
Introdução

A hepatite é uma inflamação no fígado que, dependendo do agente que a provoca, se pode curar apenas com repouso, requerer tratamentos prolongados, ou mesmo um transplante de fígado quando se desenvolvem complicações graves da cirrose como a falência hepática, ou o cancro no fígado, que podem levar à morte.

As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E e G) e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Existem ainda as hepatites auto-imunes resultantes de uma perturbação do sistema imunitário que, sem que se saiba porquê, começa a desenvolver auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, geralmente transforma-se numa doença crónica e evolui quase sempre, quando não é tratada, para a cirrose.

Cada uma destas patologias implica sempre uma consulta médica e um acompanhamento adequado. Em muitos casos, ter hepatite não chega a ser uma verdadeira «dor de cabeça», já que o organismo possui defesas imunitárias que, em presença do vírus, reagem produzindo anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infecciosos e os aniquilam. Mas, em algumas situações, estes anticorpos não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antiviricos.

Embora haja ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo já conseguido elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento da vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas.

Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (A e E), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G) e por via sexual (B, C e D). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas. As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem à situação da cronicidade é bastante elevada na hepatite C e comum nas hepatites B, D e G, embora esta última doença não apresente muita gravidade.

Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crónica podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não sendo necessário ficarem ficar inactivos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas devem conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite."

Ler mais em

http://www.roche.pt/hepatites/hepatite.cfm

http://www.srsdocs.com/parcerias/publicacoes/diversos/hepatite.pdf

Um dado mais para reflectires.

O título da notícia em si mesmo nada significa de grave, não se desse o caso de se reportar a comportamentos que seriamente ameaçam a saúde e o bem-estar do próprio e dos outros. Por essa razão te chamamos a atenção para o facto.


em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327826&idCanal=62
Inquérito é apresentado hoje
Um quarto dos portugueses nunca usou preservativo 
06.05.2008 - 08h56 Catarina Gomes
Um quarto dos portugueses nunca usou preservativo na vida, revelam dados do inquérito sobre comportamentos sexuais e a infecção HIV/sida em Portugal, que hoje é apresentado no Instituto de Ciências Sociais (ICS) de Lisboa. São também 38 por cento os que dizem não ter qualquer receio de contrair uma infecção ou doença transmitida por via sexual.

Embora a maioria da população (75 por cento) diga que usa ou usou no passado preservativo, há um conjunto de pessoas que nunca recorreu ao método. Neste grupo encontram-se sobretudo os menos escolarizados - mais de metade dos que dão esta resposta têm o 1.º ciclo do básico -, os mais velhos (a partir dos 45 anos) e os solteiros sem relacionamento (35,5 por cento). São também os que reportam prática religiosa mais frequente (mais de uma vez por semana) que mais dão a resposta de não utilização ao longo da vida (53 por cento).

O estudo tem como base 3643 inquéritos, feitos a indivíduos entre os 16 e os 65 anos, uma amostra representativa da população de Portugal continental. Foi levado a cabo por uma equipa do ICS, coordenada pelos investigadores Manuel Villaverde Cabral e Pedro Moura Ferreira, por encomenda da Coordenação Nacional para a Infecção HIV/sida. Mais de metade dos portugueses - 59,2 por cento - admitem que não usaram o preservativo na primeira relação com o parceiro mais recente, contra 40,7 por cento dos que afirmaram tê-lo usado. Mais de metade dos portugueses - 55,2 por cento - revelam que nunca fizeram teste para o HIV. 

Um dos grupos expostos à infecção são os profissionais de saúde. Para prevenir riscos de contágio foi ontem lançada em Lisboa a versão portuguesa das directrizes conjuntas sobre os serviços de saúde e a infecção HIV/sida, da Organização Internacional de Trabalho e Organização Mundial de Saúde. António Sousa Uva, especialista em Medicina do Trabalho, disse ontem que "a taxa de perfuração de luvas cirúrgicas é de 13 por cento". Isabel Caixeiro, representante da Ordem dos Médicos, nota que existe "falta de saúde ocupacional nos hospitais e centros de saúde". O coordenador nacional para a Infecção HIV/sida, Henrique Barros, afirma que "em Portugal não haverá, ao longo de 30 anos, meia dúzia de casos [de contágio de profissionais de saúde] inequivocamente atribuíveis ao HIV", os acidentes acontecem mas o contágio é evitado graças aos medicamentos tomados a seguir à exposição ao risco.